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"Brasileiros não aguentam mais pagar imposto", diz Alcolumbre sobre hipótese de nova CPMF

11 de Setembro, 2019 | Brasil e Mundo | Economia e Trabalho | G1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse nesta quarta-feira (11) que os brasileiros "não aguentam mais pagar imposto". Ele deu a declaração ao ser questionado sobre a hipótese de criação de um imposto nos moldes da antiga Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF). Nesta terça (10), o secretário-adjunto da Receita Federal, Marcelo de Sousa Silva, apresentou as alíquotas em estudo pelo governo federal de uma nova contribuição sobre pagamentos.

Segundo ele, cada saque e cada depósito em dinheiro deverá ser taxado com uma alíquota inicial de 0,40%. Cada operação de débito e de crédito deve ser submetida a uma alíquota de 0,20%. A ideia, no entanto, não foi bem recebida no Congresso, a quem caberá discutir e votar a proposta, caso seja realmente enviada pelo governo. "Lógico que naturalmente eu escuto alguns setores do governo se manifestarem em relação à criação dessa nova contribuição ou desse novo imposto. E a minha posição é que não é possível, os brasileiros não aguentam mais pagar imposto", afirmou Alcolumbre, ao ser questionado por jornalistas sobre o tema.

Alcolumbre disse ainda que, ao longo de sua carreira como parlamentar, sempre se posicionou contra a CPMF. "Nós conseguimos tirar essa contribuição da vida dos brasileiros. Lógico que eu estou escutando o governo falar sobre isso e, da minha parte, eu quero reafirmar minha posição. Eu sou contrário, pessoalmente, à criação de mais um imposto na vida das pessoas", completou o presidente do Senado.

Mais cedo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também se posicionou contra a proposta. "Eu não sou daqueles que querem dizer o que o governo deve ou não mandar para a Câmara. É um direito dele mandar uma proposta e a Câmara e o Senado decidir. Agora, de fato, as reações hoje para mim foram muito contundentes da dificuldade da CPMF na Câmara dos Deputados", afirmou Maia.