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Dólar abre em queda em dia de Copom e Fed

16 de Setembro, 2020 | Brasil e Mundo | Economia e Trabalho | G1

O dólar abriu em queda nesta quarta-feira (16), em dia de decisões sobre política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. A estimativa do mercado é de manutenção da taxa de juros no Brasil (Selic) em 2% ao ano. Às 9h09, a moeda norte-americana caía 0,91%, vendida a R$ 5,2402.

Na terça-feira, o dólar fechou em alta de 0,24%, a R$ 5,2884. Na parcial do mês, acumula baixa de 3,52%. No ano, tem valorização de 31,89%. Em meio à alta dos alimentos, o Banco Central deve interromper nesta quarta-feira o ciclo de cortes e manter juro básico em 2% ao ano. A decisão do Comitê de Política Monetária será anunciada por volta das 18h.

Os investidores seguem de olho também na política local e no enfraquecimento da equipe econômica do ministro Paulo Guedes, após o presidente Jair Bolsonaro decretar o fim da proposta do Renda Brasil e proibiu que integrantes do governo voltem a falar sobre o programa.

Apesar das preocupações com as divergências entre o presidente e a equipe de Guedes, a avaliação de parte dos analistas é de que ao tirar o Renda Brasil da pauta, o governo pode abrir espaço para o avanço de temas da agenda legislativa considerados mais urgentes como as reformas administrativa e tributária.

Nos EUA, o Federal Reserve (Fed), anunciará às 15h a sua decisão sobre a taxa de juros na maior economia do mundo. Os mercados estão ansiosos para ver as projeções econômicas do Fed e, particularmente, se ele especificará para onde vê a inflação se dirigindo e o que exatamente isso significa para a taxa de juros, que está na faixa entre 0% e 0,25%.

No exterior, o viés era de maior otimismo com a China em meio a melhora nas perspectivas para a segunda maior economia do mundo devido a fortes vendas no varejo e dados de produção industrial. O mercado financeiro manteve as estimativas para o dólar ao fim de 2020 (R$ 5,25) e 2021 (R$ 5,00), mas reduziu a projeção para a Selic no término de 2021 de 2,88% para 2,50%, conforme a mais recente pesquisa Focus do Banco Central.

A Selic baixa tem sido citada como uma das causas para a instabilidade no câmbio e também para maior dificuldades do Tesouro Nacional de rolar a dívida pública em meio a um já fragilizado quadro fiscal.