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Dólar passa a operar em queda, após atingir R$ 4,21

14 de Setembro, 2018 | Brasil e Mundo | Economia e Trabalho | G1

Após abrir em alta e atingir R$ 4,21, o dólar passou a operar em queda nesta sexta-feira (14), um dia depois de fechar na maior cotação desde o início do Plano Real. Às 9h12, a moeda norte-americana caía 0,16%, negociada a R$ 4,1888 na venda.

Na máxima do dia, o dólar chegou a atingir R$ 4,2103. Na véspera, o dólar encerrou o dia em alta de 1,11%, a R$ 4,1952, novo recorde histórico de fechamento. Antes disso, a maior cotação havia sido em 21 de janeiro de 2016, quando a moeda chegou a R$ 4,1631. O maior valor intradia, entretanto, foi o registrado no dia 24 de setembro de 2015, quando o dólar chegou a R$ 4,2484.

Nas casas de câmbio, o dólar turismo já é negociado acima de R$ 4,60 no cartão pré-pago, considerando a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). No acumulado do ano, a moeda dos EUA tem valorização de mais de 26% em relação ao real. No mês de setembro, o avanço é de mais de 3%.

Novo patamar e perspectivas

A recente disparada do dólar acontece em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.

nvestidores têm comprado dólares em resposta a pesquisas que mostram intenção de voto mais baixa para candidatos considerados mais pró-mercado. Na avaliação do mercado, os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto são menos comprometidos com determinados modelos de reformas econômicas considerados fundamentais para o ajuste das contas públicas.

Na prática, as flutuações atuais ocorrem principalmente conforme cresce a procura pelo dólar: se os investidores veem um futuro mais incerto ou arriscado, buscam comprar dólares como um investimento considerado seguro. E quanto mais interessados no dólar, mais caro ele fica.

 

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.

A visão dos analistas é de que o nervosismo tende a continuar até que se tenha uma maior definição da corrida eleitoral. A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em R$ 3,80, segundo último boletim Focus do Banco Central. Para o fechamento de 2019, permaneceu inalterada em R$ 3,70 por dólar.