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Em live sobre logística reversa, diretor-regional do Senai destaca trabalho de apoio às indústrias

31 de Julho, 2020 | Acontece nas Casas | Meio Ambiente | SENAI | Dicom

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Em live realizada nesta sexta-feira (31/07) pelo Governo do Estado com a Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), MPE (Ministério Público Estadual) e TCE (Tribunal de Contas do Estado) para discutir a questão da logística reversa, o diretor-regional do Senai, Rodolpho Caesar Mangialardo, ressaltou a importância do Plano Estadual de Resíduos Sólidos e destacou o trabalho desenvolvido pela instituição de apoio às indústrias de Mato Grosso do Sul. 

“Esse plano foi construído a muitas mãos, envolvendo todas essas instituições, para termos um sucesso garantido. A logística reversa apresenta algumas oportunidades, entre elas a questão ambiental, que precisa ser tratada de maneira séria. Para a Fiems e o Senai, o sistema de logística reversa é ainda uma oportunidade econômica para o Estado, para desenvolver as indústrias e até cooperativas, é uma oportunidade de negócios para que mais pessoas possam ter mais emprego e ainda é um projeto que vem em cumprimento da lei”, afirmou Rodolpho Mangialardo.

Ele lembrou que o trabalho de logística reversa começou no Senai entre 2015 e 2016. “Nessa operacionalização toda de construção desse projeto, sempre em discussão com todos os setores, conseguimos entrar num consenso para que as indústrias possam cumprir as leis e sejam favorecidas por um sistema que as auxilie. Então reforço que o Senai está preparado para atender as empresas do Estado na operacionalização de todo esse sistema de logística reversa e vamos auxiliar as indústrias para a elaboração de seus planos”, completou. 

O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, detalhou que a logística reversa tem foco no retorno de materiais já utilizados para o processo produtivo, visando o reaproveitamento ou descarte apropriado de materiais e a preservação ambiental. “Quando a gente bebe uma cerveja no bar, sabe para onde vai a garrafa daquela cerveja? Aquela garrafa é responsabilidade da indústria que produziu a cerveja e a logística reversa trata disso. A empresa precisa recolher essa garrafa e dar uma destinação adequada a ela”, explicou. 

Ele lembrou que a logística reversa faz parte do Plano Estadual de Resíduos Sólidos, lançado recentemente pelo Governo Do Estado. “Para esse plano, trabalhamos com o MPE, TCE e Imasul e termos um termo de cooperação. Além disso, se pegarmos todas as embalagens produzidas, a indústria local representa 15% dessas embalagens, e aí vem a importância da Fiems também de atuar junto com a gente. Por isso, assinamos um termo entre Semagro, Fiems e Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) e Ciesp (Centro das Indústrias de São Paulo) para a disponibilização de um software para a gestão de logística reversa para a área de embalagem aqui em Mato Grosso do Sul”, ressaltou. 

Segundo Jaime Verruck, essa tecnologia está calcada num sistema de crédito envolvendo catadores e cooperativas de catadores de resíduos sólidos. “É um sistema extremamente moderno, implantado primeiro em São Paulo e seremos o segundo Estado do País com esse sistema, que inclui, por meio de mecanismos de mercado, catadores e cooperativas. Ou seja, o Estado de Mato Grosso do Sul vem trabalhando para uma política forte de desenvolvimento sustentável, envolvendo catadores e cooperativas de catadores de resíduos sólidos”, salientou. 

Para o promotor de Justiça Luciano Loubet, a parceria envolvendo as entidades foi fundamental para articulação e melhoria da legislação envolvendo a proteção do meio ambiente, da sociedade e na busca pelo desenvolvimento de Mato Grosso do Sul de forma sustentável. “Nosso objetivo não é travar o Estado. Pelo contrário, acreditamos que essas medidas poderão ter efetividade na melhoria da qualidade de vida das pessoas e nosso objetivo é que esse sistema de logística reversa funcione, dando oportunidade às indústrias e aos catadores de resíduos sólidos e sendo pioneiros em logística reversa num projeto envolvendo poder público, sociedade e setor empresarial”, pontuou. 

Já o engenheiro do TCE, Fernando Bernardes, destacou que a ação articulada fez toda a diferença e hoje Mato Grosso do Sul inicia um novo processo com relação à logística reversa. “Foi muito interessante o Estado entender essa questão junto com a Federação das Indústrias em criar uma normativa específica para atender a nossa realidade. Estamos discutindo há alguns anos essas questões e já temos 10 cidades sendo auxiliadas por programas de logística reversa. O mais importante disso é que a partir de agora, com esse sistema, vamos começar a ter um indicador real disso e acompanhar de forma mais eficiente”, finalizou.