Home / Notícia / Gerente do SENAI explica que cenário de MS é favorável às iniciativas do carbono neutro

Gerente do SENAI explica que cenário de MS é favorável às iniciativas do carbono neutro

17 de Setembro, 2021 | Acontece nas Casas | Meio Ambiente | FIEMS | SENAI | Dicom

  • shutterstock_1708578406

O gerente executivo do SENAI em Mato Grosso do Sul, Renato Tavares, participou nesta sexta-feira, 17 de setembro, do programa de rádio CBN Campo Grande, para falar sobre como os programas de carbono neutro contribuem para reduzir a poluição do ar causada pelos gases de efeito estufa. Em entrevista à jornalista Danielly Escher, Tavares explicou o conceito de carbono neutro. “Todas as atividades produtivas dependem da emissão dos gases do efeito estufa, principalmente o gás carbônico. Para o produtor se manter sustentável, é preciso compensar essa poluição gerada. Ou seja, é preciso neutralizar esses gases por meio de técnicas ou por sistemas de crédito. Carbono neutro é reduzir ao máximo a emissão de gás carbônico, e aquilo que você não consegue reduzir, pode compensar fazendo replantio ou comprando créditos de carbono de governos ou empresas que conseguem”.

Cenário em MS é favorável a iniciativas pela redução do gás carbônico

Tavares explicou que em Mato Grosso do Sul são oferecidos vários incentivos, tanto por parte do governo estadual como de empresas e fundações, no sentido de reduzir a emissão de gás carbônico na cadeia produtiva. Um dos exemplos é o ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa), em Três Lagoas, que dispõe de laboratórios e plantas para desenvolver soluções inovadoras em biomassa para a indústria, com foco em carbono neutro.

O gerente do SENAI faz o alerta de que essas iniciativas são vitais para o futuro dos negócios, uma vez que os mercados farão mais exigências. “Cada vez mais teremos impactos na exportação, países taxando empresas e indústrias que não conseguem compensar a geração de carbono na cadeia produtiva”.

Edital de R$ 4 milhões vai apoiar inovação em carbono neutro

Na última semana, a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (FUNDECT) lançou edital para selecionar projetos de pesquisa e inovação com foco na redução das emissões de gases do efeito estufa. Serão destinados R$ 4 milhões para apoiar as propostas aprovadas. Tavares explica que projetos desse tipo devem visar a redução na emissão de poluentes ou estimular o uso de fontes renováveis de energia.

“Por exemplo, uma indústria que utiliza queima de biomassa para gerar energia. Podemos criar blends ou trabalhar melhor na produção para que ela possa gerar mais calor e menos emissão de CO2. Da mesma forma, nós podemos ter projetos que diminuam a utilização da energia elétrica, para que também diminua a geração de CO2. Então, esses projetos podem acontecer tanto na biomassa quanto no processo da cadeia produtiva das indústrias”.

Todos nós podemos contribuir para reduzir a poluição

Embora a cadeia produtiva seja a maior responsável pela emissão de gases do efeito estufa, as pessoas também contribuem para a poluição do ar e podem fazer sua parte para enfrentar esse problema. Para Tavares, reduzir a emissão de poluentes está ao alcance de todos nós.

“Para você ter uma ideia, um carro popular que roda 3 mil km por ano gera uma média de 3 toneladas de carbono, despejadas na atmosfera. Sete árvores na Mata Atlântica compensam uma tonelada de carbono. Então precisamos de 21 árvores grandes para compensar a geração de carbono de um carro popular. Como podemos colaborar? Reduzindo consumo de energia elétrica, usando energia solar, fazendo coleta seletiva e também replantando árvores em áreas degradadas”.