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Mesa redonda sobre resíduos de biomassa inicia debates do 8º Encontro de Química Verde

6 de Novembro, 2018 | Acontece nas Casas | Meio Ambiente | SENAI | Dicom

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A primeira mesa redonda do 8º Encontro da Escola Brasileira de Química Verde, que começou nesta terça-feira (06/11) e segue até quarta-feira (07/11), no ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa), em Três Lagoas (MS), debateu o aproveitamento de matérias primas e materiais em correntes de resíduos de biomassa. 

Antes de iniciar as discussões, o pesquisador da Embrapa Instrumentação, José Manoel Marconcini, realizou uma apresentação explicando que a valorização dos resíduos de biomassa por meio das transformações químicas destes recursos é uma oportunidade para o fortalecimento sustentável de cadeias do agronegócio brasileiro com base nos conceitos de biorrefinaria e bioeconomia. 

“O que temos de lembrar é que quando temos cadeias produtivas agrícolas, precisamos pensar de forma global. Todos os produtos agrícolas estão ligados ao setor industrial. Isso, aliado a pesquisa. Basicamente temos na área de biomassa a parte de matérias primas resíduos dos processos ligados às matérias primas. Precisamos olhar o aproveitamento de produtos e resíduos de cadeias agrícolas, de carnes, de pesca. Tudo isso pode fazer muita diferença”, ressaltou José Marconcini.

Em seguida, foi a vez do professor de bioquímica da UNB (Universidade de Brasília), Fernando Araripe, explicar o que é e como funciona a biologia sintética, utilizando o filme de ficção científica “O Dia em que a Terra Parou” para fazer uma analogia. “Nesse filme, aparece um disco voador e os primeiros a irem ver foi o Exército, seguido pelos jornalistas. Por último foram os engenheiros, que quiseram desmontar todo o disco voador para entender como cada peça funciona. É assim que funciona a biologia sintética, precisamos descontruir para, a partir daí, construir algo novo e hoje temos bactérias que produzem biomassa”, salientou.

Com uma apresentação sobre processos, o professor do Instituto de Química de São Carlos, Antônio Aprígio da Silva Curvelo, comentou que não é possível falar no assunto sem conhecer matéria prima, resíduo e produto. “Independentemente do grande trabalho feito pela ciência, da grande disponibilidade de biomassa ou de organismos vegetais e animais que nosso país produz, considerando o setor industrial, devemos ser mais pé no chão. Se queremos que a biomassa represente um item de importância para a economia brasileira, precisamos nos ater a um processo economicamente viável e que tenha sustentabilidade ambiental”, reforçou.

Para finalizar, o pesquisador da Embrapa Instrumentação, Luiz Alberto Colnago, defendeu a importância da discussão da Escola Brasileira de Química ser no ISI Biomassa, instituto que tem como objetivo atender a indústria. “Acho que nossos alunos das universidades precisam se preparar para o empreendedorismo. Hoje, vemos que os nossos alunos estão sendo preparados para se tornarem professores, mas com o que aprender na academia, podem facilmente colocar em prática algumas pesquisas e processos, que fortalece também a indústria brasileira”, concluiu.