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Sesi/MS faz Dia das Crianças chegar mais cedo à Sociedade Educacional Juliano Varela

7 de Outubro, 2008 | Acontece nas Casas | Geral | FIEMS |

O Sesi/MS (Serviço Social da Indústria de Mato Grosso do Sul) contribuiu para que o Dia das Crianças, comemorado todos os anos no dia 12 de outubro, chegasse mais cedo para os alunos da Sociedade Educacional Juliano Varela, em Campo Grande. Nesta terça-feira (07/10), os alunos da Escola do Sesi Edmundo Macedo Soares e Silva exercitaram a solidariedade e estreitaram as relações com as crianças com Síndrome de Down ao entregarem brinquedos confeccionados com materiais recicláveis coletados na Capital. Ao todo, 41 crianças da Sociedade Educacional Juliano Varela foram presenteadas com os brinquedos confeccionados por 88 estudantes da Escola do Sesi Edmundo Macedo. Na próxima quinta feira (09/10), outras 264 crianças do Ceinf (Centro de Educação Infantil) e CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) do Núcleo Industrial Indubrasil, também em Campo Grande, receberão o restante dos 300 brinquedos feitos pelos alunos da Escola do Sesi.Segundo a diretora da Escola Edmundo Macedo Soares e Silva, José Maria dos Santos Souza, o trabalho integra o projeto “Faça uma Criança Feliz e Ativa”, que tem o intuito de mobilizar os colaboradores do Sesi/MS, alunos e professores para a prática do voluntariado. “É gratificante ver que todos se envolveram nesse trabalho e o resultado é a alegria das crianças”, declarou, completando que no próximo ano a Escola pretende envolver também os pais dos alunos.Ela disse ainda que o Projeto envolveu alunos com idades entre 14 e 48 anos, já que incluiu os adultos que estão matriculados no EJA (Educação de Jovens e Adultos). “Todos os estudantes ajudaram a arrecadar materiais recicláveis, que foram utilizados para a produção dos brinquedos. O trabalho de confecção acontecia sempre após as aulas ou ainda nos fins de semana”, acrescentou. Segundo a técnica Valéria Vasques Pereira, da Área de Responsabilidade Social do Sesi/MS, os alunos desenvolveram o espírito solidário e a prática do voluntariado. “Eles mostraram que é possível fazer ações a baixo custo e propiciar alegria às crianças carentes”, destacou.TransformaçãoNas mãos dos alunos da Escola do Sesi Edmundo Macedo, as garrafas plásticas, os cabos de vassoura e os retalhos de tecidos transformaram-se em vai-e-vem, cavalo de pau e bonecas de pano. Já nas mãos das crianças atendidas pela Sociedade Educacional Juliano Varela cada brinquedo ganhou vida própria e alegrou o dia de meninos e meninas que têm entre 7 e 16 anos de idade. “Eu gosto quando as crianças nos visitam. Elas trazem bolo e presentes. É muito legal”, disse Igor Cesar Chaves Freitas, 12 anos, que é aluno da Juliano Varela. Animado com a presença dos alunos da Escola do Sesi e do mascote do Sesi, o Sesinho, Igor Freitas aproveitou cada momento, fez pintura no rosto, comeu bolo e divertiu-se com o cavalo de pau.Se de um lado a visita proporcionou alegria, de outro ela representou aprendizado. “Eu sempre tive dificuldade em lidar com pessoas que têm Síndrome de Down e tinha pouco conhecimento. Estar aqui me ajuda a administrar isso, a entender melhor e isso me deixa feliz”, disse a estudante Pâmela Del Valle Wastson, 16 anos.Já Paloma Del Valle Wastson, irmã gêmea de Pâmela, acrescentou que a melhor parte foi descobrir que com simples atitudes é possível ajudar. “Eu não sabia o que poderia fazer, como ajudar as crianças e agora eu vi que não é difícil”, declarou, informando que as duas estão no 1° Ano do Ensino Médio da Escola do Sesi Edmundo Macedo.O estudante Bruno Caldas, 15 anos, aluno do 2° Ano do Ensino Médio da Escola do Sesi Edmundo Macedo, disse que a maior dificuldade foi desenvolver habilidade para a confecção dos brinquedos. “Tive de aprender, mas foi muito legal. Quanto a ajudar, precisamos mesmo encontrar maneiras de fazer isso, porque todo mundo pode fazer um pouco e nós temos de olhar para esse lado que muitas vezes é esquecido”, ressaltou.A diretora da Sociedade Educacional Juliano Varela, Cristiane Evangelista, contou que a entidade filantrópica abriga 110 alunos, sendo que as crianças ficam no período da manhã e a partir dos 16 anos no período da tarde. “O Sesi é um parceiro antigo da instituição e desenvolve diversas ações com as nossas crianças. O interessante é que a Escola do Sesi traz estudantes adolescentes para interagirem com os nossos alunos e isso estimula o desenvolvimento deles”, avaliou, completando que a Sociedade Educacional também oferece atendimento clínico e pedagógico aos jovens com Síndrome de Down.