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Startup da FIEMS vai desenvolver aplicativo para deficientes visuais criado por jovens estudantes de Campo Grande

30 de Julho, 2021 | Acontece nas Casas | Economia e Trabalho | FIEMS | SESI | SENAI | IEL | Dicom

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Uma parceria de empreendedorismo e que promete ser também de sucesso foi fechada nesta sexta-feira, dia 30 de junho, entre a Startup do Sistema FIEMS e três jovens amigas de Campo Grande. As meninas idealizaram um aplicativo pensado para auxiliar na leitura para pessoas com deficiência visual.

“ImaginArte” é o nome do projeto desenvolvido por Maria Júlia Ota Marinho, Danielle Ayumi Sasaki e Isabela Hikaru Nakano, ambas de 14 anos. A proposta é de um aplicativo para disponibilizar histórias em audiobooks e atividades envolvendo a criatividade com base na arte, literatura e cultura com acessibilidade para pessoas com deficiência visual.

O trabalho ganhou destaque depois de participar de uma competição nacional de empreendedorismo para estudantes do ensino fundamental e médio promovida pelo estado do Ceará. Apesar de não ser o vencedor da competição, o trabalho recebeu um reconhecimento muito importante e as estudantes foram convidadas pela Startup do Sistema FIEMS para receberem todo o suporte para o desenvolvimento do aplicativo.

O gerente da Startup do Sistema FIEMS, Odilon Moura, conta que a proposta é auxiliar com todo o suporte técnico, mentoria para a execução do projeto e desenvolvimento do app. “Entendemos que a ideia delas tem muita relação com a missão do SESI, que é a vanguarda da educação interativa por meio de novas metodologias, interação, gamificação. Nossa proposta é desenvolver junto com as meninas o projeto e tirar essa ideia do papel e transformá-la em realidade”.  

A partir de agora as estudantes devem participar de reuniões com a equipe de desenvolvimento da Startup do Sistema FIEMS e começar a trabalhar o projeto para que, dentro de alguns dias, já seja apresentado um protótipo. Isso tudo, sem nenhum custo para as meninas, que vão receber apoio para o sucesso do aplicativo. 

O projeto foi pensado para famílias com crianças com deficiência visual e propõe auxiliar no acesso à literatura para essas crianças.  A ideia surgiu da vivência de uma das jovens estudantes, Isabela Hikaru Nakano, que percebeu essa necessidade convivendo com uma pessoa com baixa visão. “Eu tenho um tio nessas condições e ele sempre sofreu para usar celular, precisa sempre aumentar a fonte da letra para conseguir fazer a leitura e foi aí que pensei em ajudar essas pessoas com essa mesma dificuldade e garantir acessibilidade”.

A estudante de 14 anos, Maria Júlia Ota Marinho, fala da alegria em receber o convite da Startup do Sistema FIEMS, ver o reconhecimento de tanto trabalho, ter a oportunidade de tirar o projeto do papel e torná-lo realidade. “Estou em êxtase e muito feliz porque esse é um projeto que realmente acredito”.

Neiba Ota, que é jornalista e mãe da Maria Júlia, destacou a dedicação das jovens no desenvolvimento do projeto. Ela contou que as meninas ouviram o depoimento de pessoas com deficiência visual e trabalharam com afinco até conseguirem finalizar o projeto. “Só depois do projeto pronto entendi a proporção do trabalho delas. É um aplicativo que considera questões educacionais e de inclusão social. Achei o convite da Startup do Sistema FIEMS espetacular. Uma forma das meninas terem uma formação complementar além da escola, e aprender conceitos importantes como ter responsabilidade, desenvolver um projeto próprio e interagir com outras pessoas”.