Home / Notícia / Senai de MS conhece experiência do Paraná em logística reversa

Senai de MS conhece experiência do Paraná em logística reversa

15 de Dezembro, 2014 | Acontece nas Casas | Geral | SENAI |

A experiência do Senai do Paraná em logística reserva - processo de retorno de produtos, embalagens ou materiais para os locais de origem, ou seja, onde foram fabricados, envolvendo todos os elos da cadeia produtiva - foi apresentada ao Senai de Mato Grosso do Sul em reunião realizada nesta segunda-feira (15/12) no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS).

Durante o encontro, que teve as participações do diretor-corporativo da Fiems, Jaime Verruck, do presidente do Coema (Conselho Temático Permanente de Meio Ambiente) da Fiems, Isaías Bernardini, do diretor-regional do Senai do Estado, Jesner Escandolhero, do coordenador-técnico de meio ambiente do Senai do Paraná, Adilson Luiz de Paula Souza, e do gerente do Senai do Paraná, Alaer Cardoso Júnior, foi explicado que a logística reversa responsabiliza fabricantes e importadores pela destinação adequada dos resíduos gerados pelos seus produtos.

Ainda durante a reunião, foi tratado o fato de a logística reversa estar prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos e cujas articulações para implantação já começaram no Paraná, onde o Senai atuou na elaboração do plano de logística reversa para as indústrias de alimentos de origem vegetal, da construção civil, da eletricidade, do gás, da água, de obras e serviços do Estado do Paraná, da madeira e móveis, metalmecânica, química e farmacêutica e de reparação de veículos.

Segundo Jaime Verruck, a intenção é conhecer de que forma as ações estão sendo conduzidas no Estado vizinho e buscar as articulações necessárias para a implantação de planos de logística reversa pelo Senai de Mato Grosso do Sul. "Queremos conhecer a experiência do Paraná, pois envolve acordos setoriais. Para então, a partir do ano que vem, buscar as articulações com o Governo do Estado, por meio da pasta de meio ambiente", disse.

Jesner Escandolhero apontou a importância de conhecer e utilizar a experiência do Paraná. "E fazer uma verificação de como isto está sendo conduzido aqui no Estado, verificando a aderência dessa proposta à forma em que o Estado está conduzindo o plano estadual de resíduos sólidos. Desta forma o Senai está atento às responsabilidades da indústria como um elo dessa cadeia. Nós estamos buscando experiências bem sucedidas em outros estados para tentar, de alguma forma, apoiá-los quando demandados na formulação de seus planos de logística reversa de forma setorial", pontuou.

Ele destacou ainda que o Senai tem capacidade técnica por meio da expertise, seja da área ambiental ou da área de produção de diversos materiais. "Isso setorialmente, apoiando com assessorias e consultorias na elaboração dos planos, o que depende do enfoque que o novo governo vai dar para a questão. Estamos apenas sondando e antecipando", acrescentou o diretor-regional do Senai do Estado.

O presidente do Coema da Fiems ressaltou que a logística reversa é uma espécie de responsabilidade compartilhada.  "O aspecto ambiental ligado à reciclagem, reutilização, reuso está muito enfocada nessa legislação e o que está sendo feito é cobrar das empresas que organizem toda a cadeia produtiva para dessa maneira diminuindo consideravelmente esses resíduos, pois muitos resíduos podem virar matéria-prima. Tem um trabalho muito grande pela frente", declarou.

Adilson Luiz de Paula Souza destacou que a Política Nacional de Resíduos Sólidos é de 2010, no mesmo ano ela foi regulamentada via decreto. "Cabe ao órgão estadual colocar em prática. No Paraná isso já começou a ser feito e hoje apresentamos aqui como nós desenvolvemos o plano para os setores", disse. Também participaram da reunião o diretor-técnico do Senai de Mato Grosso do Sul, Dax Goulart, o gerente de tecnologia e inovação do Senai no Estado, Gilberto Schaedler, e o técnico da gerência de tecnologia e inovação do Senai estadual, Alonso de Almeida Simões.