Alunos do Sesi de Aparecida do Taboado são destaque em feira estadual e mostra nacional de ciência e tecnologia


Produção científica dos estudantes apresenta soluções voltadas à agricultura sustentável e à exploração de ambientes de difícil acesso

Estudantes da Escola Sesi Aparecida do Taboado conquistaram resultados expressivos na FECITEL - Feira de Ciência e Tecnologia do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), realizada no campus de Três Lagoas, no dia 2 de outubro. Os projetos desenvolvidos pela equipe de robótica Alphadroid’s alcançaram o 1º e o 2º lugares em suas respectivas categorias.

Com os resultados, os alunos do Sesi mostram como a combinação entre educação, pesquisa e robótica pode estimular a formação de jovens pesquisadores comprometidos com a inovação e a resolução de problemas do cotidiano.

O principal destaque foi o projeto Controle Automatizado de Monitoramento para Plantio Otimizado (C.A.M.P.O), vencedor do 1º lugar na categoria Ciências Agrárias e Engenharia da FECITEL. Desenvolvido pelos estudantes Emanuelly Romano Nalini, Noslid Silva Yllana Junior e Lucas Sales Queiroz Silva, o trabalho propõe uma solução tecnológica de baixo custo para automatizar processos de irrigação e reduzir o desperdício de água nas atividades agrícolas. O projeto contou com orientação dos professores Mohab Angelo Pedroso e Helena de Araújo.

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A proposta utiliza parâmetros climáticos e temporais previamente programados para controlar a irrigação de forma automatizada, buscando aumentar a eficiência no uso dos recursos hídricos e diminuir a necessidade de intervenções manuais. Segundo os estudantes, a tecnologia foi pensada para atender especialmente pequenos agricultores, produtores de hortifrúti e iniciativas de reflorestamento, contribuindo para práticas agrícolas mais sustentáveis.

Para a estudante Emanuelly Romano Nalini, a conquista representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela equipe.

“Nosso projeto busca mostrar que a tecnologia pode contribuir para uma agricultura mais sustentável, ajudando a utilizar a água de maneira eficiente e oferecendo possibilidades acessíveis aos produtores”, afirmou.

Já o estudante Noslid Silva Yllana Junior destacou a integração entre conhecimentos adquiridos em sala de aula e as atividades de robótica.

“Conseguimos unir tecnologia, conhecimento científico e sustentabilidade em um projeto que busca atender a uma necessidade real”, declarou.

Robótica aplicada à arqueologia

Outro destaque da participação da escola foi o projeto ALPHATELLOS, que conquistou o 2º lugar na categoria Melhor Projeto do Ensino Fundamental durante a FECITEL e também o 2º lugar na categoria Engenharias da MOTIC – Mostra de Tecnologia e Inovação com Ciências, realizada com banca avaliadora em São Leopoldo (RS).

O projeto foi desenvolvido pelos estudantes Bianca de Souza Martins, Eduardo Rodrigues de Abreu e Theodoro de Paula Camilo, também sob orientação de Mohab Angelo Pedroso e Helena de Araújo. A equipe criou um robô explorador de baixo custo com potencial de aplicação em pesquisas arqueológicas realizadas em áreas de difícil acesso.

Para isso, os estudantes utilizaram e adaptaram componentes do kit educacional LEGO Mindstorms EV3, incorporando dispositivos como câmera, sensores de temperatura, pressão, luminosidade e GPS. Durante o desenvolvimento, foram realizados testes de mobilidade em diferentes tipos de terreno para avaliar o desempenho do protótipo.

A estudante Bianca de Souza Martins destacou que a experiência permitiu aplicar conhecimentos adquiridos ao longo da formação escolar.

“Conquistar o segundo lugar na FECITEL nos deixa muito felizes e mostra que podemos criar soluções interessantes utilizando os recursos que temos disponíveis”, afirmou.

Para Eduardo Rodrigues de Abreu, o projeto mostrou que tecnologias educacionais podem ganhar novos usos quando associadas à criatividade e à pesquisa. Já Theodoro de Paula Camilo ressaltou que a experiência ampliou a visão da equipe sobre as possibilidades de aplicação da robótica em diferentes áreas do conhecimento, incluindo a arqueologia.

De acordo com a orientadora Helena de Araújo, as premiações refletem o empenho dos estudantes na busca por soluções tecnológicas que dialogam com desafios reais da sociedade.

“As conquistas reconhecem o protagonismo estudantil e demonstram como a pesquisa científica e a robótica podem contribuir para o desenvolvimento de soluções acessíveis, sustentáveis e alinhadas às necessidades da comunidade”, avaliou.






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