A cônsul-geral do Japão em São Paulo, Yoriko Suzuki, foi recebida nesta sexta-feira em um encontro empresarial na Casa da Indústria com o presidente da Fiems e cônsul honorário do Japão em Campo Grande, Sérgio Longen, junto a empresários e representantes da comunidade nipo-brasileira do Estado. A iniciativa busca aprofundar os laços entre Mato Grosso do Sul, Brasil e Japão, segundo o cônsul honorário, ampliando os canais de diálogo entre o Consulado Honorário do Japão na capital, governo japonês e lideranças nipo-brasileiras locais.
“A gente tem conseguido estreitar as relações bilaterais e a vinda deles aqui nos aproxima ainda mais. Mostramos as oportunidades do nosso estado e o avanço das negociações entre os países. Cada vez mais, o Mato Grosso do Sul vem conseguindo produzir e exportar para o Japão”, descreve Longen. “Alguns municípios já têm uma grande parte de sua produção industrial exportada para o Japão, aumentando a geração de emprego de cada região”, diz o cônsul honorário ao se referir às cidades de Sidrolândia, Itaquiraí e Aparecida do Taboado que produzem e exportam carne de frango para o país.
Segundo dados do Observatório da Indústria da Fiems, o Japão é hoje o principal mercado para a carne de frango produzida em MS, respondendo por 20% das exportações do produto e 70% das exportações de coxas e sobrecoxas desossadas. O Estado exportou 112 milhões de produtos para o país no último ano, sendo a maioria produzida pela indústria local. A cônsul-geral trouxe para a discussão as expectativas de aprimoramento na rota das exportações com a finalização da Rota Bioceânica. “isso vai facilitar muito o intercâmbio comercial entre o Estado e o Japão. Tenho certeza de que temos um panorama muito promissor”.
Ela conta que o Japão passa, neste momento, por um aumento nos preços das carnes suína e de frango, o que poderia representar uma oportunidade potencial para mercados estrangeiros como o de Mato Grosso do Sul. A cônsul-geral destacou, ainda, a importância atribuída atualmente pelo mercado japonês a produtos sustentáveis. “Empresas japonesas estão estudando a possibilidade de importar biocombustível do Brasil para o Japão”, exemplifica.
Os participantes dialogaram sobre negócios e parcerias comerciais entre os países com potenciais para crescimento, como o aumento das exportações de proteína animal, a expansão da produção industrial de celulose e biocombustível no Estado e a realização de missões empresariais bilaterais, que preveem a vinda de empresários japoneses a Mato Grosso do Sul em 2027. Para Longen, que o encontro empresarial foi um espaço de aproximação entre várias frentes produtivas sul-mato-grossenses e a representação diplomática japonesa, permitindo o intercâmbio de informações e experiências em um ambiente favorável à integração.