Presidente Sérgio Longen afirma que a instituição orientará o setor industrial na adaptação às mudanças e alerta para possíveis efeitos sobre custos e competitividade
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, manifestou preocupação com os impactos econômicos do fim da escala de trabalho 6x1 e seus possíveis reflexos sobre a competitividade das empresas e o custo de vida da população. Segundo ele, a entidade respeitará a legislação aprovada pelo Congresso Nacional e estará preparada para apoiar os empresários na adequação às novas regras.
O texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, aprovado pelo Senado na quarta-feira (14/10), prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5x2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses. A matéria recebeu 75 votos a favor e apenas um contrário no plenário da Casa. A PEC agora segue para promulgação pelo Congresso Nacional.
Longen avalia que mudanças na jornada de trabalho precisam ser discutidas considerando os efeitos sobre os custos de produção, a produtividade e a capacidade de competição da indústria brasileira. Para ele, o aumento das despesas das empresas pode acabar sendo repassado aos preços de produtos e serviços, pressionando ainda mais o orçamento das famílias.
“Precisamos discutir abertamente os impactos dessa lei. Vamos cumprir o que foi aprovado pelo Congresso Nacional, mas nossa preocupação é com o aumento do Custo Brasil, que prejudica a competitividade das empresas e acaba chegando ao consumidor. A dona de casa já percebe que, com o mesmo dinheiro, consegue comprar cada vez menos. Precisamos considerar esse efeito sobre toda a sociedade”, afirmou.
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O presidente reforçou que a Fiems atuará para orientar e dar suporte ao setor produtivo durante o processo de adaptação. A entidade buscará contribuir para que as empresas compreendam as exigências legais e possam se organizar diante das mudanças, considerando as particularidades de cada atividade econômica.
“Como entidade representativa da indústria, nosso papel é estar ao lado dos empresários e oferecer o suporte necessário para que se adequem à legislação. Nossa preocupação é garantir que essas mudanças sejam implementadas sem perder de vista a competitividade das empresas, a geração de empregos e o impacto no custo de vida da população”, concluiu Longen.