Visita à Chadwick International, em Songdo, aproxima experiências de aprendizagem, tecnologia e formação de talentos da realidade educacional do Sesi
Como formar os profissionais que a indústria vai precisar nos próximos anos? Em busca dessa resposta, a comitiva da Missão Empresarial Fiems Ásia 2026 visitou nesta terça-feira (19/10) a Chadwick International, em Songdo, na Coreia do Sul. A agenda apresentou práticas educacionais voltadas ao desenvolvimento de talentos e competências consideradas essenciais para uma economia cada vez mais tecnológica e inovadora.
A visita marcou o início da programação da missão na Coreia do Sul após uma série de agendas industriais, tecnológicas e logísticas realizadas na China. Desta vez, o foco esteve na educação e na formação de talentos, consideradas bases importantes para o avanço econômico e tecnológico do país asiático.
Durante a recepção à delegação, o professor Soleiman Dias apresentou aspectos do modelo educacional sul-coreano e destacou a influência da formação de pessoas no processo de desenvolvimento nacional. Ele explicou como os investimentos em ensino contribuíram para a transformação econômica da Coreia do Sul nas últimas décadas. Também abordou desafios do sistema educacional local, como a elevada competitividade e a pressão enfrentada pelos estudantes, mostrando que o debate envolve não apenas desempenho acadêmico, mas também qualidade de vida e bem-estar.
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A Chadwick International atende alunos da educação infantil ao ensino médio e adota uma proposta pedagógica baseada na aprendizagem pela experiência. A escola oferece os quatro programas do International Baccalaureate (IB) e dispõe de ambientes voltados à ciência, tecnologia, artes e esportes, incentivando a aplicação prática do conhecimento e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
Para o vice-presidente da Fiems e presidente do Sinfor-MS, Luiz Gonzaga Crosara Júnior, a visita reforça a necessidade de preparar as futuras gerações para um ambiente produtivo cada vez mais tecnológico.
“Ao visitar a Coreia, percebemos que o grande diferencial de uma nação não está apenas nas tecnologias que ela produz, mas na capacidade de formar pessoas para criá-las. A indústria do futuro vai exigir muito mais do que conhecimento técnico. Vai precisar de profissionais capazes de pensar, inovar, trabalhar em equipe e resolver problemas. Essa preparação começa na escola”, afirmou.
As experiências observadas na Coreia do Sul dialogam com iniciativas já desenvolvidas pelo Sesi, que mantém uma rede de escolas com atividades de iniciação científica, robótica, educação tecnológica, empreendedorismo e ensino de inglês com carga horária ampliada.
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Segundo Crosara, o objetivo da missão é identificar referências capazes de contribuir para o aprimoramento dessas práticas.
“A Fiems já compreende que a educação é parte fundamental da competitividade industrial. O que buscamos em experiências internacionais como esta não é simplesmente copiar modelos, mas identificar práticas que possam enriquecer o trabalho desenvolvido pelo Sesi e ampliar as oportunidades para nossos estudantes”, destacou.
A discussão ocorre em um momento de expansão industrial em Mato Grosso do Sul, com aumento da demanda por profissionais qualificados em áreas ligadas à tecnologia, automação e inovação. Nesse cenário, a formação de talentos aparece como um dos principais desafios para sustentar o crescimento econômico de longo prazo.
Sobre a missão
Promovida pela Fiems em parceria com o Sebrae-MS, a Missão Empresarial Fiems Ásia 2026 reúne empresários e lideranças industriais em visitas técnicas, encontros institucionais e atividades de prospecção de negócios. Após a participação na Canton Fair e em agendas junto a empresas e estruturas logísticas na China, a delegação segue na Coreia do Sul conhecendo iniciativas ligadas à inovação, educação e desenvolvimento tecnológico.